PROGRESSOS NO CASO DA BOATE KISS

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Após três anos e meio do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria no RS, que deixou 242 mortos e outros 636 feridos, o juiz titular da 1ª Vara Criminal, Ulysses Fonseca Louzada, proferiu sentença para os 4 réus, que podem ser criminalmente acusados.

A decisão do juiz foi por julgamento com júri popular, ou seja, 7 pessoas da comunidade serão convocadas para julgar os réus culpados ou inocentes, e a pena será aplicada pelo juiz que estiver presidindo o Tribunal do júri, bem como o regime de cumprimento da pena.

São réus no caso: Marcelo de Jesus dos Santos (vocalista da banda Gurizada Fandangueira que tocava no dia), Luciano Bonilha Leão (produtor de palco da banda), e Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann (ex-sócios da boate).

Os sócios, segundo o juiz, incorreram em crime ao utilizar na parede espuma altamente inflamável, e ao superlotar a casa mesmo sem condições adequadas para evacuação de emergência, além de despreparo dos funcionários, em especial os seguranças orientados a não permitir a saída das pessoas do local sem o prévio pagamento dos valores consumidos.

Os outros dois réus, participantes da banda, incorreram em crime ao utilizar fogos de artifício – causa do incêndio – no interior da casa noturna, sendo que estes são destinados a locais externos.

Todos os quatro foram presos na época, mas logo soltos em 29 de maio de 2013, e vêm respondendo o processo em liberdade desde então. O juiz ainda agrega no processo Renan Berleze (Sgt do Corpo de Bombeiros) e Gerson Pereira (ex-chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional de Bombeiros), ambos por crime de fraude processual; e Elton Cristiano Uroda e Volmir Aston Panzer por falso testemunho.

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